Inspirações pelo mundo: Gabi Shull volta ao ballet graças à cirurgia e protetização

Para a segunda matéria da série de “Inspirações pelo mundo”, a qual tem o intuito de fomentar as iniciativas de inclusão social dos deficientes físicos na sociedade, a Ortopedia Wiesbauer traz a história de Gabi Shull, uma jovem bailarina de Missouri, nos EUA, que teve de amputar parte da perna direita em função de um tumor.

Imagine que você ama ballet e não se vê sem a dança em sua vida. De uma hora para outra esse sonho parece se esvair entre os seus dedos quando você recebe a notícia de que parte de sua perna deve ser amputada a bem de se curar de um câncer no osso. Esta história estaria perdida se Gabi não tivesse encontrado os profissionais certos para aliar a cura do osteossarcoma com uma cirurgia de rotação e a protetização personalizada para que ela voltasse a fazer o que mais ama: dançar!

O osteossarcoma de Gabi

Segundo o ACC Camargo Câncer Center, de São Paulo, o osteossarcoma é o tumor ósseo maligno mais frequente em crianças. É mais comum a partir dos 10 anos de idade, ocorrendo principalmente na adolescência, fase da vida em que o osso tem um crescimento rápido. Esse tumor atinge principalmente os ossos longos, sendo os mais comuns o fêmur e a tíbia, especialmente na região do joelho.

Gabi Shull estava dançando há três anos quando, com apenas nove anos, foi diagnosticada com osteossarcoma no joelho. A bailarina percebeu que havia algo errado depois de cair e machucar o joelho enquanto patinava no gelo em janeiro de 2011. No início, seus pais achavam que era apenas ferida, mas após duas semanas sem melhora aparente, levaram a menina ao hospital para fazer uma radiografia.

Inicialmente os médicos acreditavam que ela tinha sofrido uma fratura de estresse, mas uma ressonância magnética feita depois de algumas semanas mostrou que ela tinha câncer no osso. Então, Gabi iniciou um tratamento de 12 semanas de quimioterapia para tratar o tumor. Sem sucesso, a equipe médica sugeriu a cirurgia de amputação da área do joelho.

Cirurgia de rotação traz mais mobilidade

Entre diversas opções de cirurgia para a cura de Gabi, seus pais escolheram a mais rara. A cirurgia inovadora removeria a parte do joelho com o tumor e giraria o pé em 180 graus, o qual seria reatado à parte superior da perna. Com essa manobra, a parte do tornozelo e do pé servem como o joelho, permitindo-lhe o movimento.

Com muita determinação, a jovem volta dançar e inspira outras pessoas. Gabi se via motivada a poder dançar novamente e não se importou com as questões estéticas! Após sobreviver ao osteossarcoma, ela só pensava em se recuperar com a fisioterapia e a aprender como usar sua nova perna.

A prótese de Gabi Shull

O caso da bailarina evidencia a importância do atendimento personalizado e de excelência na fisioterapia e protetização. Se os profissionais não se interessassem pela história de Gabi e não levassem seus sonhos em consideração, provavelmente ela sairia do tratamento com uma prótese básica, que lhe permitisse realizar suas atividades de vida diária e a movimentos limitados.

A prótese de Gabi tem duas alternativas para o pé. Um ela usar normalmente para sua rotina, tendo inclusive um acabamento estético que simula a pele e com direito a unhas pintadas! A segunda opção é o pé em ponta de bailarina com a sapatilha especial para o ballet. Com alguns ajustes simples, a própria adolescente consegue trocar “os pés” com uma chave. Veja no vídeo como Gabi Shull se prepara para dançar ballet:

Atualmente Gabi Shull continua dançando e inclusive participando de competições! Visto que a bailarina ainda está com 15 anos e em fase de crescimento, ela já está em sua nona prótese. Além disso, ela faz parte do projeto “The Truth 365”, em que jovens sobreviventes do câncer apoiam e inspiram crianças que estão enfrentando a doença. Inspire-se você também!

Se você precisa ou conhece alguém protetizado, nós podemos lhe ajudar a realizar seu sonho! Entre em contato conosco: (51) 3235-1925

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *