O esporte é para todos

Com 20 anos de idade, Nelson Willy Lima tinha a capoeira presente em sua vida. Hoje, aos 47 anos, essa prática continua, mas com uma diferença: passou a ser a sua segunda família.

Atualmente trabalhando como técnico de segurança no trabalho, Nelson Willy treina capoeira todos os dias. Mas isso nem sempre foi assim. Em 2000, Nelson se acidentou de moto e teve sua perna direita amputada. “Achei que não poderia mais jogar, até coloquei o abadá no lixo. Sempre que via uma roda de capoeira, atravessava a rua para me distanciar”, conta. Pensando que a capoeira se tornaria uma parte do passado, Nelson seguiu a vida focando nos estudos, formando-se técnico. Passou a realizar treinamentos de trabalho em altura com utilização de andaimes, até que recebeu o convite para ministrar as aulas. Para isso, era necessário fazer subidas de rapel e Nelson aceitou o desafio. Desenhava-se, então, o seu retorno para as rodas de capoeira.

Em 2013, Jully Lima, filha de Nelson, entrou na capoeira com apenas seis anos de idade. Ele a levava para as aulas, mas não pensava em retornar, pois achava que era impossível. Até que um dia Jully comentou com o seu professor que seu pai já tinha sido jogador de capoeira. Foi assim que surgiu o convite para Nelson voltar a escutar o som do berimbau de perto. Despretensiosamente, Nelson começou a frequentar os encontros, iniciando com os instrumentos. Passou do pandeiro para o agogô, depois para o atabaque, até que entrou na roda novamente. Nessa sua trajetória, a Ortopedia Wiesbauer foi uma peça importante: o encaixe da prótese que Nelson usa precisa ser muito forte para que os movimentos da capoeira sejam feitos sem empecilhos, e foi a Wiesbauer que proporcionou isso.

A bengala que Nelson utilizava para manter o equilíbrio na hora de caminhar, foi substituída pela confiança que o esporte trouxe para a sua vida. “Hoje em dia eu não me vejo mais sem treinar.

Nelson em ação na roda de capoeira.
Nelson em ação na roda de capoeira.

 

Nelson mostra habilidade para realizar os movimentos.
Nelson mostra habilidade para realizar os movimentos.

Amo a capoeira e gosto do que faço, assim como sempre gostei de esportes radicais. A capoeira é uma segunda família”, destaca. A limitação que ele possui no membro inferior consegue ser um incentivo a mais para não desistir. “Em uma roda de capoeira, se eu puder mostrar que tenho uma limitação, considero melhor ainda.

 

Nelson na roda de capoeira, sem mostrar preocupação com a prótese.
Nelson na roda de capoeira, sem mostrar preocupação com a prótese.

Isso é para mostrar que todos podem, que tudo há uma segunda chance. Se eu consegui, todos também conseguem. É uma superação”, enfatiza. É esse pensamento que motiva Nelson. Seu objetivo é de se tornar um mestre de capoeira no futuro e dar aulas para quem tem dificuldades locomotoras, devolvendo a confiança para aqueles que possivelmente a perderam.

6 Replies to “O esporte é para todos

  1. Só tenho a agradecer a todos, pela divulgação de uma pequena parte de minha história!

    Abaixo, segue um trecho de uma música, que mostra o que a Capoeira representa em minha vida.

    Abraço,
    Nelson Willy

    “Você não sabe o valor que a capoeira tem

    Ela tem valor demais, Ê se segura rapaz

    Você não sabe o valor que a capoeira tem”

    Um dia um grande amigo ele me disse assim

    Vamos jogar capoeira , vamos lá brincar

    Muita gente conheci , ai foi que eu entendi

    Que a capoeira ela veio pra me ajudar

    Tu não sabe o valor.

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