Literatura inclusiva: personagens com deficiência física protagonizam livros

A inclusão dos deficientes físicos na sociedade deve ocorrer através de um conjunto de iniciativas a fim de educar para a cidadania e tornar as ruas e locais mais acessíveis. A literatura inclusiva tem grande peso na educação e é um meio de sensibilizar pessoas de qualquer faixa etária sobre a deficiência física.

Além disso, protagonistas com deficiência física têm o poder de elevar a auto estima das pessoas nesta condição. Mais comum entre as pessoas que adquirem a deficiência em suas vidas, a depressão ou baixa auto estima pode levar à reclusão e, por consequência, baixa qualidade de vida.

Este é um dos desafios do escritor brasileiro Vinícius França: possibilitar que pessoas com deficiência se reconheçam em personagens protagonistas, heróis, e sem nenhuma atitude vitimista ou de coitadinhos. O autor defende a ideia de que os jovens com deficiência precisam de referências positivas, inclusive na ficção, através do seu livro “Agentes Especiais – e o mistério na fábrica de celulares”.

O outro desafio de França é o de desmistificar o olhar dos leitores em relação aos deficientes físicos e assim acabar com alguns preconceitos ainda existentes. “São verdadeiros heróis no dia a dia, superam obstáculos enormes e poderiam contribuir muito mais com a sociedade se houvesse espaço para isso”, contou Vinícius França à Revista Reação.

Conheça alguns livros e participe desta missão!

Agentes Especiais –  e o mistério na fábrica de celulares – Vinícius França

O livro conta as aventuras de três jovens: um em cadeira de rodas, outro surdo e uma menina cega. Os heróis adolescentes tiram proveito das próprias deficiências para desvendar um complicado caso que envolve a família de um deles e a exploração de pessoas que ganham implantes cocleares.

Com Outros Olhos – Thati Machado

A vida perfeita de aparências da jovem Lana se desfaz como pó depois de um trágico acidente com seu então namorado Lucas. Destinada a ultrapassar todos os obstáculos que a vida lhe impõe, Lana ingressa na Companhia Raoul de Teatro – com a ajuda de seu irmão – sem que saibam das suas limitações. Seus companheiros de trabalho parecem não facilitar a vida da moça, principalmente Arthur, que interpreta seu par romântico na peça. Ironia do destino ou não, Lana vai descobrir que uma vida sem luz ainda pode lhe oferecer tudo que uma garota sempre sonhou. E que as aparências… Sempre enganam.

Pedroca… O menino que sabia voar – Karolina Cordeiro

O protagonista Pedro é cadeirante e tem a Síndrome de Aicardi-Goutières. O texto fala sobre o poder da imaginação e da criatividade dele. A ideia é mostrar como a vida pode ser bela dependendo da forma como a enxergamos e ninguém melhor que o Pedroca para dar exemplo disso. Qual o limite da mente de uma criança que não fala, não anda, não se movimenta? Ao mesmo tempo, seus olhos demonstram luz, cor e alegria ao imaginar figuras imagináveis e inimagináveis. O livro é voltado especialmente para as escolas. Acompanha encarte sugerindo atividades em sala de aula, com desenvolvimento de trabalho manual com papéis coloridos, buscando estimular o “olhar que não se vê”, demonstrando que, na diversidade, é possível enxergar potencialidades e talentos dos alunos.

Grito Silenciado: conceitualizações de violência na comunidade surda – Nilton Câmara

O livro fala sobre Libras (Língua Brasileira de Sinais), principalmente no processo de língua oral, no caso, a tradução da língua portuguesa para a língua de sinais, enfocando a temática da violência sob a perspectiva do próprio sujeito Surdo. Estudos como este servem de apoio para educar as pessoas a respeito da violência vivenciada por deficientes, bem como, demonstrar o que pode ser feito por uma variedade de agentes intervenientes, como, por exemplo, Governo e Prefeituras, provedores de serviços, sociedade civil e associações de pessoas com deficiência de modo geral, para acabar e/ou diminuir com a violência contra a pessoa surda, motivando agências para trabalhar com a prevenção de casos do gênero no  trabalho, além do incentivo para que as pessoas com deficiência se protejam contra os variados atos de violência.

E você, tem outro livro para nos indicar? Deixe o seu comentário! Até mais!

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